"As imaginações que assustam. Pensei numa festa - sem bebida, sem comida, festa só de olhar. Até as cadeiras alugadas e trazidas para um terceiro andar vazio da Rua da Alfândega, este seria um bom lugar. Para essa festa eu convidaria todos os amigos e amigas que tive e não tenho mais. Só eles, sem nem sequer os entre-amigos mútuos. Pessoas que vivi, pessoas que me viveram. Mas como é que se volta da Rua da Alfândega ao anoitecer? As calçadas estariam secas e duras, eu sei.
Preferi outra imaginação. Começou misturando carinho, gratidão, raiva; só depois é que se desdobraram duas asas de morcego, como o que vem de longe e vai chegando muito perto, mas também brilhavam as asas. Seria um chá - domingo, Rua do Lavradio - que eu oferecia a todas as empregadas que já tive na vida."
Clarisse Lispector
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Um comentário:
eu gosto mais quando vc própria escreve.
=]
te amo namorada que me acha um tarado pevertido,
pensa pelo menos nunca sugeri sexo com animais.
hahahaahhahaha
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