segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O ensaio sobre a cegueira



Escrito pelo famoso autor José Saramago, "O ensaio sobre a cegueira" é uma de suas melhores obrar que ganhou inclusive prêmios.O livro nos proporciona uma leitura diferenciada de tudo que já havíamos lido antes, com reflexões sobre uma hipótese fantasiosa, porém muito bem retratada, fazendo com que o leitor interaja ao assunto. Ao começar a ler, o leitor verá a dificuldade de largar o livro, pois este é composto por cenas e acontecimentos surpreendentes, além dos diáloso e frases sarcásticas, que dá ao livro um tom humorístico.

Tudo começa em um dia comum, um homem dirigindo seu automóvel, parando nos semáforos vermelhos, até que em um dos semáfaros após a luz mudar para o verde, o homem permanece estável. A partir deste ponto inicia-se o drama, afinal sem razões explicáveis, o homem havia cegado e o mais surpreendente: por uma cegueira branca! Eu considero a obra dividida em três partes, cada uma delas com uma emoção diferente ao ler. A primeira é a apresentaçãp dos personagens com suas respectivas cegueiras misteriosas, que chegam juntamente com o desespero de cada um. A segunda é quando o governo assustado com esta epidemia manda todos os cegos para um manicômio, onde acontecem barbaridades e onde você começa a pôr sua imaginação em ação, com as exageradas descrições de um ambiente grotesco. E a terceira e última, quando a emoção dobra, pois com o incêndio no manicômio os cegos descobrem que os portões estava, abertos e que eles não eram os únicos a verem a brancura, o país todo os acompanhava (com excessão da 'mulher do médico')

Há no livro alguns detalhes curiosos como, por exemplo, o fato de não ser revelado o nome dos personagens, sendo conhecidos como: 'o primeiro cego', 'o médico', 'a mulher do médico' e assim vai. Eles dizem que não há necessidade em saber os nomes uns dos outros, umas vez que estavam todos cegos. O fato da mulher do médico ser a única a enxergar em um mundo de cegos é interessante, por mostrar-nos o peso e a responsabilidade que caíra sobre ela, que a faz inclusive em alguns momentos desejar estar cega, para não ser obrigada a ver este quadro imundo do qual havia se tornado as ruas e o modo animalesco com que agiam as pessoas. Ela é obrigada a ver cenas, por exemplo, de cegos que deixam de frequentar os retretes e passam a fazer suas necessidades onde estiverem por terem o seguinte pensamente: "já qie ninguém está olhando, farei aqui mesmo", além de ver também o seu próprio marido se deitar com outra a sua frente. A mensagem que o autor passa é muito subjetiva podendo ser interpretada d evárias formas conforme cada leitor, em minha opinião creio que Saramago quis passar a mensagem de que está faltando olhos em nossa sociedade, olhos que impeçam que o ser humano tenha tanta tolerância e olhos que o façam pensar mais no coletivo, do que somente em si próprio. Entre muitos outros detalhes e informações, que só lendo a obra mesmo.

(já que vou jogar fora mesmo o trabalho, resolvi deixar aqui minha resenha crítica, que não vale lá muita coisa)

2 comentários:

Rafael Britzki disse...

Com assim 'não vale lá muita coisa'? Gostei muito do seu ponto de vista. Preciso ler esse livro se a senhora me emprestar né, mas como eu já vi o filme sei que sua opinião foi muito fiel a obra, assim como todo o conteúdo que vc descreveu.

Ah amor te amo, vc é linda demais =)

Fernanda disse...

Ótima crítica! Li o livro e assisti o filme. Pena que houve manifestaçães nos EUA, distorcendo a moral da história e criticando tanto o filme...
É excelente!